Dez lugares, um mapa e a distância real entre eles. Todas as distâncias abaixo são medidas a pé desde a Jemaa el-Fna — a praça onde todos começam.

A praça aberta no coração da medina e o ponto a partir do qual todas as distâncias aqui são medidas. Calma e vulgar de dia; a partir das seis da tarde as bancas de comida montam-se em menos de uma hora e transforma-se na razão pela qual as pessoas vêm a Marraquexe. Vá ao anoitecer, pelo menos uma vez.
O seu minarete de 77 metros é a construção mais alta da cidade velha e a referência pela qual se orienta — se se perder nos souks, caminhe na sua direção. A mesquita está fechada a não muçulmanos, mas os jardins ao lado são abertos, gratuitos e estão no seu melhor na última hora de luz do dia.
As ruelas cobertas que sobem para norte a partir da praça. Vá entre as dez e o meio-dia, quando a luz entra pelos telhados de ripas e antes da multidão da tarde. O preço que lhe indicam é uma proposta inicial, não um preço — conte fechar bem abaixo do primeiro número e vá-se embora quando deixar de ter piada.
Um terraço na Rahba Kedima, a praça das especiarias, e o sítio mais fácil da medina para parar sem que lhe tentem vender nada. Três andares acima, chá de menta e uma vista sobre os cestos e as bancas dos ervanários lá em baixo. Guarde-o para o momento em que os souks começarem a cansá-lo.
Um jardim de riad restaurado no meio do bairro de Mouassine e o sítio mais fácil para se sentar quando a medina se torna demais. Pequeno, sereno, e a sua torre é um dos poucos terraços abertos ao público.
O palácio do paxá de Marraquexe dos anos 1910, restaurado e reaberto como Museu das Confluências — pátios, zellij e uma fonte muito grande. O Bacha Coffee ocupa uma ala: uma sala de café ao estilo colonial com algumas centenas de cafés de origem única e preços à altura. Vale a visita só pelo edifício.
Uma escola corânica do século XVI com os melhores azulejos zellij da cidade. Reabriu depois de um longo restauro e o pátio é a fotografia que todos querem — mais uma razão para lá estar à hora de abertura e não ao meio-dia.
Um palácio do século XIX construído para um grão-vizir, recordado pelos seus tetos de cedro pintados — um padrão diferente em cada sala. Está em todos os itinerários turísticos, por isso vá cedo ou nas duas últimas horas da tarde. O Palácio El Badi, em ruínas e sem telhado, fica dez minutos mais a sul e faz um bom par.
Um cemitério real da década de 1590, emparedado durante três séculos e só redescoberto em 1917. A visita em si é curta — muitas vezes a fila é mais longa do que os túmulos — por isso combine-a com o El Badi e a mesquita da Kasbah ao lado.
A vila azul-cobalto e o jardim de cactos que Yves Saint Laurent comprou e salvou, com o seu museu ao lado. Fica em Gueliz, fora das muralhas da medina, por isso é a este que vai de táxi. Reserve um horário online antes de ir — esgota quase todos os dias.
Nem tudo o que vale a pena ver está dentro das muralhas. Os tempos de carro são a partir do centro de Marraquexe, só de ida.
Deserto de pedra e dunas, sem ter de voar até ao Sara. Melhor ao pôr do sol.
Rio, cascatas e aldeias berberes no sopé do Atlas.
Uma queda de água de 110 metros e macacos selvagens nas oliveiras.
Cidade portuária no Atlântico — vento, muralhas e peixe grelhado no cais.
A aldeia fortificada de terra para lá do passo do Atlas. Classificada pela UNESCO.
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